it's never fucking enough
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"Só me fala que vai me aturar. Aturar todas as minhas crises de ciúmes, meus momentos - não tão raros - sem paciência, as minhas desconfianças e meus surtos de insegurança. Aturar meus dramas, minhas teimosias, minha arrogância, minhas piadas sem graça e o meu não-romantismo. Aturar todos os meus tipos de provocação, meu amor por outras pessoas, minhas mudanças inconstantes de humor e de temperamento. Aturar minha mente confusa, minha memória irritante, minha sinceridade exagerada. Aturar quando eu falar que te amo mais e também quando eu não falar que te amo. Aturar e segurar tudo não por mim, nem por você… Mas por nós." —
Tati Bernardi. (via notaboutloveanymore)(Source: poetizador, via lovecanhandleyou)
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"Só me fala que vai me aturar. Aturar todas as minhas crises de ciúmes, meus momentos - não tão raros - sem paciência, as minhas desconfianças e meus surtos de insegurança. Aturar meus dramas, minhas teimosias, minha arrogância, minhas piadas sem graça e o meu não-romantismo. Aturar todos os meus tipos de provocação, meu amor por outras pessoas, minhas mudanças inconstantes de humor e de temperamento. Aturar minha mente confusa, minha memória irritante, minha sinceridade exagerada. Aturar quando eu falar que te amo mais e também quando eu não falar que te amo. Aturar e segurar tudo não por mim, nem por você… Mas por nós." —
Tati Bernardi. (via notaboutloveanymore)(Source: poetizador, via lovecanhandleyou)
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"Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço, - não sei, não sei. Não sei se fico ou se passo. Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: - mais nada." —
Cecília Meireles (via sociedadedosanjosesquecidos)(Source: companhiadaspalavras, via sociedadedosanjosesquecidos)
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"E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri olhando praquilo, você não tem idéia. Mas das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava, era com desanimo, com saudade e mágoa misturadas. Porque você tinha que morrer? Porque você tinha que matar tudo que eu sentia? Me obrigar a morrer também. Me obrigar a fingir estar viva pra todo mundo. Me obrigar a não chorar, quando tive vontade de chorar. Vontade de te esmurrar, te dizer que você é um idiota, um babaca, um cretino, um fraco, nunca passou disso. Nunca uma piada sua foi engraçada, nunca você me surpreendeu. Nunca. Mas eu não consigo deixar de pensar em você, a cada dia, a cada ato meu. E quando eu procuro outras pessoas, eu procuro imaginando você me vendo. E tendo ódio de mim. Porque eu quero que sinta ódio. Porque ódio significa alguma coisa, e é melhor que indiferença. Você que já foi tudo, já foi minha esperança, foi meu futuro imaginado, hoje não é nada. Não passa de uma foto numa rede social. Se eu vivo bem sem você, porque eu continuo te olhando? Porque eu sempre volto aqui? Porque eu ouço musicas que falam de tristeza? Por quê? Você não vale isso. Mas eu faço. Eu continuo fazendo. Como uma cerimônia de luto, eu sigo a risca. Mas acontece que você não morreu de verdade, do jeito que eu preferia que morresse. Você está ai vivo, vivendo sua vida, fazendo suas coisas, feliz, tranqüilo, sem sentir minha falta, sem olhar minha foto em rede social. Porque eu não consigo? Porque você não podia ser alguém? Eu esperei muito de você? Não. Eu não esperei nada, eu entendi tudo, eu entendia o que ninguém entenderia. Eu respeitei. Eu fiz como você quis. Tudo. Eu me anulei. Eu deixei de me amar, pra todo meu amor ser só seu. Eu voltei atrás. Eu chorei, eu pedi desculpas, eu agüentei besteiras. Agüentei tudo. Ajuntando do chão, migalhas do seu carinho, migalhas do seu amor. Do seu jeito explosivo e calmo. Um dia me amando como se a terra fosse acabar depois da meia noite. No outro dia um desconhecido me pedindo pra tratá-lo como qualquer um, por favor. Você é meu personagem favorito. O dono de todos os meus textos, de todas as minhas histórias. O dono da curvinha das minhas costas. E eu tenho que dizer isso agora, só pra uma foto numa rede social. Porque você morreu na minha vida. Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada. Me diz agora? Como viver bem? Como sobreviver, sem essa ponta de angustia? Eu sou feliz, cara. Eu sou feliz demais. Mas eu sou infeliz demais, quando penso em você. Quando penso no que poderia ser, no que poderia ter sido. Eu sei que não dá. Eu nem quero que dê. Não quero mais. Mas não sei o que fazer com esse nó. Vai passar né? Eu sei. Com o tempo eu não vou mais olhar sua foto, nem sofrer, nem pensar o quanto é infeliz tudo o que aconteceu. Tomara que passe logo. Porque a vontade de te ressuscitar as vezes, me domina." —
A sua foto, Tati Bernardi. (via warllyssong)(Source: tatibernardicitou, via lovecanhandleyou)
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"Descobri recentemente que tenho uma paixão por pessoas diferentes. Que me mostram algo que não costumo enxergar em outras pessoas. Eu gosto é de gente que mexe com meus sentimentos e confunde minha mente. Gente que não demonstra me sai como um chute no estômago. Gosto mesmo é de atitudes que me deixem boquiaberto. E tenho uma certa queda por quem não tenta me entender… por quem simplesmente me aceita e pronto. Adoro cultivar meus sonhos e fantasias.Tenho um certo vício por olhares. Profundos, negros, castanhos, da cor do mar, rasos, disfarçados, discretos. Gosto de olhares, porque gosto de almas. E acredito com toda frieza que seja possível ver a alma através das pupilas. E tenho uma certa exigência quanto ao calor da alma. Gosto de quem me faz sentir calor… detesto iceberg humano! Gosto de quem sente. De quem faz sentir. Gosto de sonhos, são minha maior motivação pra viver. E quando não sobram mais sonhos, sentimentos, dores… Dramatização é uma das minhas artes favoritas: faço de um pequeno problema o maior empecilho do mundo, de uma lágrima uma cachoeira de dores infinitas, de um pequeno trecho, um texto de muitas e muitas linhas. E também tenho uma queda por fantasia… Sabe, até hoje vivo numa procura incessante por Romeu e Julieta… nas ruas, em bares, lagos… E juro por tudo que há de mais sagrado que já enxerguei Alice em quem não tirava o pé do chão nem por um segundo, tudo por causa dessa mania escrota de ficar dramatizando tudo. Entende? Gosto de ficar olhando a rua vazia numa tarde de domingo, procurando por um significado pra vida e respostas pra tanto amor. Eu confesso que normalidade nunca foi minha praia, gosto de gente estranha, gente escrota que arranca lágrimas de mim, de tanto que me faz rir. Recentemente descobri que gosto de gente profunda… gente que me faz viajar pra terra do nunca, país das maravilhas e até pruma floresta proibida. É isso, tenho uma fixação enorme por pessoas que me tiram desse lugarzinho mais ou menos, mesmo que nem me tirem do lugar. Entende, meu bem, eu gosto é de ir fundo! Se quiser nadar em profundezas comigo, venha, segura minha mão, e me ajuda a nadar. Mas também, se quiser ficar só no raso, com água na canela, nem venha…. Porque eu vou te deixar de lado. Nado sozinho sem a sua ajuda. Aprendo a me virar." —
(João Amaral e Letícia Loureiro)(via desapegar-se)
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